Nós, por sermos apenas mortais, somos incapazes de exaltar os nossos valores, buscando fundamentos somente na nossa história. Incapazes de controlar as emoções, às vezes avançamos e vamos além do ponto: visamos e alcançamos o rival, extraímos dele referências e a reduzimos para temperar o discurso.

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Discursando como o futuro presidente de direito do Coritiba (já o é de fato) Vilson Ribeiro de Andrade escorregou para o vulgar, e diminuiu o Atlético. Fala aí Vilson: “Somos bicampeões invictos. E sempre em cima deles. Não fizemos fusão, não pedimos esmola, nem somos gigolôs do poder público”.

Quem não conhece o coração do grande homem, e o respeito que ele tem pelos outros, pensaria que se tratava de um discurso ideológico, defendendo a existência de uma raça superior. Ontem mesmo, quando chegou em casa, Vilson voltou a ser um mortal.

Na minha banda há alguém, que sempre faz discursos neste tom, só que até hoje acredita que é um deus.

Eternidade

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Os coxas festejam que a marca invicta de 24 jogos foi parar no Guiness Book. Um recorde não é eterno, tanto que antes do Coritiba havia precedente. Há 12 anos, um projeto do “New York Times” reuniu componentes e valores originários da civilização do ano 2000. Do projeto, originou-se, então, a “Cápsula do Tempo”. Representando o Brasil há um disco de Tom Jobim, uma garrafa de água Ouro Fino, e a camisa do Clube Atlético Paranaense.

Quem visita o Museu da História Natural Americana, em Nova York, vê a cápsula e, em primeiro plano, a camisa do time da torcida que nunca terá superado o recorde que alcançou de público em todos os estádios de Curitiba.

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Não será um fato eterno. Mas vai durar até o ano 3000.