Não sei se ando desatualizado ou ignorando algumas coisas. Só agora soube que vai ter eleição para a Federação Paranaense de Futebol e que vai ter bate chapa. Antigamente era uma briga de foice. E das grandes.

Com a Lei Pelé, que deu direito a voto na CBF aos clubes, esvaziou-se o poder das federações. O campeonato estadual, que era o centro de tudo, foi transformado em um simples torneio, que do começo ao fim não demora mais do que dois meses. A arbitragem já não pode mais ser instrumento do presidente da entidade, porque a televisão mostra tudo. Até a intenção. Existe um novo código que pune o árbitro que erra. Conclui que não vale a pena perder tempo e desperdiçar espaço com eleição na FPF.

Mas sempre sobra alguma coisa interessante. Soube através de uma foto da Tribuna, que Petraglia está apoiando Moura. Não me surpreende. E até acho correto a essa altura do campeonato. É uma relação antiga, que apesar das várias distensões, sempre foi reatada pelos mais diversos motivos.

Moura foi eleito pela primeira vez, bancado pelos atleticanos Valdo Zanetti, Valmor Zimermann e Mário Celso Petraglia contra o candidato do governo, se não me engano o saudoso Aziz Domingos. Moura ganhou e de lá nunca mais saiu. Não se tem previsão de quando irá embora.

A foto apenas me faz lembrar de um fato. Uma vez, Moura e Petraglia brigaram e eu peguei as dores do segundo. Um amigo comum a todos, quis me convencer de que eu estava sendo injusto com Moura ao criticá-lo para defender Petraglia. Narrou-me da importância dos dois para o Atlético.

Pedi uma outra razão, definitiva. Respondeu-me: nem o Moura é o diabo que você imagina, nem o Petraglia é o deus que você diz ser.

Não me lembro da última vez que critiquei Moura.

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