A análise da vitória de Mário Celso Petraglia e do seu novo lugar-tenente Luiz Sallim Emed nas eleições do Atlético não pode ser encerrada pela superfície de uma simples equação de números.

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A análise dessa vitória contra a oposição de Gaede, novo líder atleticano, não pode se dissociar de dois motivos fundamentais: a) o custo da campanha de Petraglia e Emed foi pago com o dinheiro do Atlético, com o dinheiro dos próprios sócios. Respeitando às proporções, adotou a referência da relação entre o PT e o dinheiro da Petrobras.
b) com ações delituosas como a de sonegar até à véspera da eleição os extratos dos nomes dos sócios em condições de votar, provocou um desequilíbrio de tratamento, implicando em disputa desigual.

Só a partir desses dois fatos incontroversos, é possível fazer a análise do resultado: Mário Celso Petraglia ganhou da brilhante oposição, mas, perdeu para a rejeição pública à sua figura. Não há outra conclusão, pois, não há como explicar que alguém, que exercendo o poder há vinte anos, que ao custo de milhões de reais, embora ainda não pagos, tenha construído o mais belo estádio do Brasil provocando a triplicação de torcedores, precise utilizar-se desses meios para manter o poder por uma simbólica diferença de 4% de uma oposição financiada só pelo amor ao Atlético.

Consciência

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Se Petraglia tiver consciência, vai continuar exercendo o poder, sabendo que 48% dos atleticanos lhe rejeitam, não lhe dando fé. Se não o rejeitam, lhes são indiferentes, sentimento que maltrata mais.

Atleticanos grandiosos como Henrique Gaede, Diogo Fadel, Edilson Thiele, Júlio Araújo, Daniel do Valle, Fernando “urso” Munhoz, Tiago Mourão, Guivan Bueno e Nadim Andraus sensibilizaram 48% da torcida. Com a sinceridade afiada pelo reconhecimento popular, amputaram Petraglia, que agora não pode mais pensar que é deus por inteiro: se continua, é meio-deus. Daí vem Fernando Pessoa à lembrança: “Arre! Estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? Se Petraglia tivesse consciência e desejo de ver um Atlético vencedor, deveria valorizar mais esses atleticanos dos 48% que não lhe querem, do que os que o mantiveram, porque esses o fizeram com a consciência em certo momento manipulada.
De primeira

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O colunista entra em férias. Se voltar, será no dia 11 de janeiro.