O Furacão segue na Copa do Brasil, e pelo que jogou ontem, segue ao Deus dará. Fosse o time gaúcho apenas sofrível (está abaixo desse estagio), o Atlético poderia estar fora do torneio (esse é um detalhe). E lembro mais: se o goleiro Weverton não fizesse outro milagre (esse é outro detalhe) haveria mudança do verbo: estaria fora do torneio (esse seria o detalhe principal).
O gol de Hernani, com o jogo indo para o final, na única bola chutada contra o goleiro Eduardo Martini durante os 90 minutos (é importante esse detalhe?) salvou as aparências do futebol raso e sem pegada, tedioso e aborrecido do time do Autuori.
Longe de culpar o treinador. É impossível fazer um time para ter futuro na competição com Léo, Sidcley, Marcos Guilherme, Giovany, Pablo, Hernani, Ewandro, juntos ou se revezando.
Walter voltou e confesso que dele senti pena. Não no sentido de pesar, mas no sentido de isolamento de suas virtudes em face de outros jogadores. Não tem com quem jogar, quando Vinícius não joga. Quem viu o jogo, vai me dar razão: 1º) Walter domina na área, dribla e dá de bandeja para Giovany, que perde o gol; 2º) Walter cai pela direita e com um domínio de bola, cria um vazio, para nele Léo entrar. Aí, o lateral não sabendo dominar, adianta a bola que foi para fora.
Mas ganhou, e do mau futebol o coração não lembra.
Enquanto isso, o Coritiba se aproveitou da falta de expressão técnica do Guarany. Com um time reserva, fez 3×0, e antecipou a sua classificação. Sobral é a terra do querido Dias Lopes, meu companheiro de rádio e jornal com quem vivi tanto que parece que foi um século. Dias sempre conta, que lá em Sobral tinha um técnico chamado Pedro Barracão, que criou uma tatica revolucionária para chegar ao gol do adversário: os meias avançam esperando a furada dos beques.