O futebol vulgariza algumas expressões. No entanto muitas delas, ainda são preservadas como verdade. Algumas, verdades absolutas. É rotina ouvir de profissionais, de que um jogo será ou foi decidido por detalhes. Nós mesmos críticos, às vezes, as usamos para defender razões e motivar argumentos.
Nunca o detalhe resolveu tantos jogos como no atual futebol brasileiro. É um jogador que nem bem o jogo começa sai expulso, como Edmundo; um pênalti não marcado, ou
se marcado, inexistente; ou um goleiro do qual se espera a solução, mas fracassa, como Marcos.
Mas nenhum detalhe é tão fundamental para decidir um jogo, como o craque. É que existem raros, que, talvez no passado nem craque seria. É esse detalhe que condiciona o Corinthians na liderança do campeonato, porque conseguiu reunir Tevez, Roger, Gustavo Nery, Marcelo Mattos. Bastou Roger sair, o Corinthians perdeu parte da força, e só não tem a liderança ameaça, porque o Inter perdeu o carisma de ganhador que tinha no passado.
Disserto generalidades para alcançar o ponto nucelar do tema: o Atlético. Bastou perder dois jogadores diferentes como Paulo André e Dagoberto, para voltar a ser um time comum, que não consegue sequer resistir às migalhas vascaínas.
Ao tratá-lo como um time comum sem seus dois craques (Dagoberto em especial), não quero reduzir a pó o seu ano. Nem se pode. Mas mostrar que existe um pouco de ilusão infiltrada na torcida, devemos. O Furacão se esvazia fora da Arena, amortece sem o seu povo. Amanhã, à noitinha, o Atlético joga contra o Palmeiras. Na Arena, com torcida, Dagoberto e Paulo André. Deve ganhar.
De primeira: Cascavel pode entrar para a história do Internacional, como Erechim entrou para a história do Atlético.