Caça-se Mário Sérgio como se ele fosse uma bruxa maldosa a serviço do mal. As críticas postas de forma linear, não divergem: Mário erra porque escala o Atlético com três zagueiros e dois volantes que se limitam a conter o jogo. A caça a Mário se resume neste fato. Nada mais.
Já escrevi, mas não custa repetir. Mário Sérgio, às vezes, exagera na precaução em marcar e defender. Só que os seus críticos estão cegos para uma grande verdade: uma coisa é jogar com três bons zagueiros, a outra é jogar com Tiago, Igor e Rogério Correa que, isolados, ou protegidos apenas por um volante não resistem ao mais frágil ataque. Não se pode garantir que o treinador esteja errado ao primeiro querer evitar a derrota, transformando a vitória em festejo ocasional.
As críticas a um treinador, às vezes, são injustas porque eventuais erros que comete não são a causa principal para o fracasso de um time. É o caso de Mário Sérgio, como foi de Vadão e como seria de qualquer um que viesse na atual, inclusive Geninho.
Os erros de Mário, qualquer que seja a sua dimensão, não absorvem a causa maior desta campanha fracassada do Atlético. Esquece-se, propositadamente, que o time não tem qualidade, as opções de reposição inexistem, a indisciplina é incontrolável por falta de comando, tudo isso produzido pelos equívocos que ocorrem desde abril de 2002. Jogam-se pedras em Mário Sérgio, como se lhe fosse ofertado um time de jogadores brilhantes e um planejamento exemplar.
E isso não é verdade.
Denúncia
O Atlético, injustamente, integrou a lista publicada de empresas que teriam sido beneficiadas pelas fraudes no INSS. Não existe coerência na denúncia: por que uma empresa iria gastar 330 mil reais para, formalmente, parcelar a importância devida de dois milhões de reais? Sabe-se que a fraude é para cancelar débitos e deslocar os processo para o arquivo morto. O Atlético foi um dos primeiros a compor os tributos, aderindo ao REFIS. Tem a sua vida atualizada, porque na medida em que parcelou e paga, não há que se falar em valores vencidos.