Destino

Depois da audição contra o São Paulo na Baixada, quando jogou o que não tinha jogado, e que por ter alcançado a perfeição não se sabe se pode jogar outra vez o que jogou, está se perguntando: e, agora, para onde vai o Furacão? 

Eis, aí, a grande dúvida que não cerca e não bate só no Atlético, mas em todos. A variação de posições decorre dos mais diversos fatores. Mas há um que devolve um pouco do romantismo do futebol, que é o exercício pleno do direito de mando, transformando-o como causa central do ganho de pontos. O Furacão é o simbolismo desta verdade: com o mesmo time que fracassou pelo mau jogo em Campinas, quatro dias depois transformou um jogo difícil contra o São Paulo em um monólogo vermelho e preto. 

Mas sei que o atleticano quer saber, para onde vai o Furacão?

Há tanta diversidade neste campeonato que nós cronistas e torcedores (ou os dois, como eu), que usamos e abusamos do uso de hipóteses para tratar de futebol, que estamos proibidos de tratar do futuro desse campeonato, em tese. 

Mas seria possível fazer uma previsão do Atlético. É que é certo que tem um treinador que já dá para confiar.

Ninguém faz um time caído como era esse Furacão em pouco tempo, como Mendes fez. Ele é que se desvaloriza por ser humilde em um mundo que, confunde arrogância com personalidade. Com Milton no comando, o time do Furacão seria mais confiável a longo prazo, se ocorressem algumas intervenções: na lateral-esquerda, porque Natanael é uma ‘bomba relógio‘, um fazedor de crises coronárias, por não conseguir correr e pensar ao mesmo tempo e no meio-campo. Todos os atleticanos dizem: falta o grande meia. Mas o que é o grande meia? Qual terá que ser a sua função? À partir dessa resposta, o nome a ser contratado torna-se acessório.

Agora, no Mineirão é contra o Cruzeiro. Se jogar bem no Mineirão e conquistar um bom resultado, o Furacão não irá surpreender. Eis o resumo de tudo:  o Furacão, neste momento, não surpreende mais com nada.  
Lá de cima vê o Coritiba se batendo entre os últimos.

Agora, no Couto Pereira é contra o Joinville.

Está, aí, um jogo que a vitória por ser obrigatória, não tem relevância. E um fracasso é de derrubar
dirigente.

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