A torcida que se encantou e se comoveu com a vitória em São Caetano, foi a mesma que se decepcionou e se frustrou com o empate ontem, no Janguitão, contra o América: 1×1. É essa variação de sentimento que maltrata a torcida do Atlético há muito tempo. A questão não está em colocar dúvida no alcance do objetivo final, por que esse será alcançado. É a da falta de continuidade, que às vezes confunde-se com desrespeito quase voluntário à torcida.

continua após a publicidade

Esse é o verbo correto: desrespeitar. O time de Drubscky agiu como se jogasse apenas para si e não para a torcida atleticana no Janguitão. Concordo, houve erros técnicos e individuais inerentes ao futebol. A permanência de Henrique quase até o final foi inexplicável. O banco, sem um único atacante, foi mal escolhido, por que é razoável não esperar sempre, muita coisa, de Marcão. Mas, mais grave do que esses fatos, embora parecessem já superados, foi o desprezo do time pela responsabilidade de decidir.

O empate a um gol acabou ficando de bom tamanho para o Furacão. Foi injusto para o América, de Natal, que embora frágil em todos os sentimentos teve mais consciência de jogo. O Atlético gosta mesmo de viver perigosamente.

Nota

continua após a publicidade

Depois de algum tempo, a curiosidade me levou ao site oficial do Atlético. Entre tantas notas oficiais tem uma que me chamou a atenção: a diretoria só se comunicará pelo site em razão de que a imprensa deturpa as explicações que o clube dá sobre fatos e denúncias que envolvem a construção da Baixada. Diz que está buscando o direito de resposta em ação judicial.

As notícias são baseadas em fatos documentados. Se a versão do clube não foi aquela que ele queria, a culpa não é da imprensa. O presidente Mário Celso precisa se convencer que ele é a única palavra do Atlético. Quando manda funcionários e comissionados, em especial, Holzmann, Fanaya Filho e Tatiana Ribeiro darem explicações, o risco do descrédito é grande. Se é Petraglia que dá a versão de um fato, o peso perante a torcida é maior do que a versão do fato divulgado.

continua após a publicidade