Quando a vitória já não tem um valor absoluto de competição, por existirem outros objetivos futuros mais importantes, ainda, restam a vaidade e o orgulho de ganhar. Se é no Maracanã, que perdeu o estilo, mas não perdeu a mística; e se é contra o Flamengo, o maior do Brasil, então uma vitória torna-se uma marca histórica. E uma marca que fica escrita torna-se tão preciosa que tem o valor absoluto.

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O Furacão volta ao Maracanã, onde “andou sobre águas” na quarta feira, e de onde saiu aplaudido por 35 mil tricolores. À noitinha (19h) deste sábado (1), contra o Flamengo, despede-se do Brasileiro. Suas chances de G6 – pode parecer estranho – foram ainda mais reduzidas com a classificação para as finais da Sul-Americana.

Explico. Como um ser humano normal, não há jogador que consiga dissociar as circunstâncias de um momento de duas competições paralelas. A retração física e técnica do jogador do Furacão no jogo de hoje será a própria exigência da sua emoção, que deve estar toda ela concentrada para as finais com o Junior Barranquilla.

O que resta é vaidade de cada um, porque o Atlético volta ao Maracanã, e uma vitória sobre o Flamengo sempre faz bem para o coração.

Desespero

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Como se eu fosse importante, o que não sou, e como a se minha pena fosse a sua única voz, a torcida do Atlético – por e-mail, por mensagens, por telefone, na rua, em restaurante, no Curitibano – pede que eu escreva sobre a convocação para o dia 8 de dezembro, por Mário Celso Petraglia, do Conselho Deliberativo do Atlético, para alterar “os artigos constantes do Título II do Estatuto Social, que dispõem sobre os símbolos, distintivos e uniformes do Clube Atlético Paranaense”.

Esse e as finais da Sul-Americana serão os assuntos a partir de segunda-feira.

Despedida

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Se fosse possível apagar fatos das nossas vidas, é certo que a torcida do Paraná iria apagar o ano de 2018. Faria tudo para ficar como última lembrança a noite da Baixada, quando 40 mil dos seus viram a vitória sobre o Internacional abrir um caminho sem volta para a primeira divisão. Se fosse possível, a torcida do Paraná pediria para a história não incluir a página escrita nessa jornada da Série A.

Como consequência de inveja, de proteção de interesses e da concentração de poderes por quem não tinha e não tem capacidade, ficará a partir deste domingo (2) com a despedida, uma daquelas lembranças que, de tão amarga, sempre será atual: rebaixado como lanterna, o pior ataque, a pior defesa, usando mais de 50 jogadores, quatro técnicos, um horror.

Mas um jogo com o Internacional, em quaisquer circunstâncias, é interessante. Domingo, 17 horas, na Vila.

Reencontro

O Colorado foi a costela popular da fusão que originou o Paraná.

Neste sábado está acontecendo o V Encontro dos ex-Atletas do Colorado Esporte Clube. No Santa Mônica Clube de Campo estão reunidos para um almoço, provocação de lembranças, um jogo do que restou de cada um, e um sorteio de camisas coloradas retrô. Era uma bela camisa.