A torcida do Atlético está triste. E não é porque viu o time fracassar outra vez no Brasileiro, embora os fracassos do campo sejam o motivo de projetar o sentimento de desilusão para o mundo exterior.
Há uma aparente contradição entre esse desconforto da torcida e a colocação do Atlético. O Furacão não ganha há quatro jogos, perdeu os dois últimos, mas sempre se mantém próximo da Libertadores.
Por que, então, essa desilusão?
A torcida do Atlético não está triste pelos fracassos de campo, mas porque ganhou consciência que está sendo enganada. Se o presidente Petraglia tivesse a noção do tamanho do estrago que uma promessa não cumprida provoca no sentimento do torcedor, não tenho dúvida de que os atleticanos estariam absorvendo como normal a irregularidade da campanha. Mas sem essa noção, por só ter sensibilidade para o ganho material, Petraglia – querendo proteger o seu poder de arbítrio sem limites – prometeu coisas improváveis. Petraglia tinha todos os motivos de nada prometer, e todo o direito de não ser exigido a fazer no futebol mais do que está fazendo, em razão da construção da Baixada. Mas falando demais e prometendo demais, Petraglia iludiu a torcida. E da ilusão criada por promessas vem a desilusão. E a desilusão, como em tudo no Atlético, vem em dobro.
Domingo tem Atletiba.
Perguntar não ofende
O Furacão será bonzinho como foi naquele Atletiba de 1995, quando o Coritiba precisava ganhar (3×0) para, também, subir à primeira divisão?
De primeira
Por recomendação do neurocirurgião Ricardo Ramina (e não do trepidante Juiz Sergio Moro) entrarei em prisão domiciliar. Sem tornozeleira eletrônica. Não sei se serei liberado para o Atletiba.
