Eu ontem pensava o que seria se essa final Coritiba x Vasco fosse no passado,  quando por aqui tudo era pequeno não por mania,   mas por verdade.

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O tempo que lembrei pouco vivi. Mas foi o suficiente para duvidar que um time destas bandas perdesse um a marca de pequeno, que o submetia à tradição dos outros.   

As coisas mudaram tanto, que a tradição passou a ser mais um elemento histórico do que causa de solução de um jogo.  Essa final da Copa do Brasil é a manifestação definitiva do equilíbrio que existe no futebol brasileiro.

E não pense o leitor, que por ser em São Januário, o passado intervem para fazer o resultado.  É uma decisão na qual o Coritiba chega à ela em uma situação tão razoável, que nem a tradição da Cruz da Ordem de Cristo é capaz de lhe tirar o direito de ser igual.

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Já é alguma coisa.

A teoria, que rege a analise anterior de jogo (o que pode ser e não o que deve ser), não pode, portanto, sair dos limites dos antecedentes mais próximos dos dois times.

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E, aí, voltam a ser iguais.

Resta saber se os coxas, que já não tinham Pereira e o excelente Marcos Aurélio, como ficarão sem a peça principal do motor, que é Leandro Donizete. 

É ai que a dúvida que pode favorecer ao Vasco. 

Jornada esportiva

Já há algum tempo, a Rádio CBN precisava de um choque nas suas transmissões de futebol.  Foi além: oferece-nos uma carga de talento e experiência. A partir de hoje, em São Januário. 

Foi buscar Valmir Gomes, que já fez história no rádio paranaense, porque não nasceu radialista, se tornou radialista. Valmir, o chefe de equipe,  será o comentarista de uma narração, que terá Edgar Filipe em uma de suas melhores fases,  mantendo o estilo clássico de contar um jogo de futebol.  Gustavo Marques, uma das revelações de repórteres. Já dá para ouvir Carlos Kleina e o portentoso Sílvio de Tarso.