Desequilíbrio

Em Campinas, Ponte Preta 3×2 Atlético.

O Furacão continua assim: dá uma no cravo, ganhando, de virada, do São Paulo, no Morumbi (2×1) com um futebol brilhante; e, dá outra na ferradura, perdendo em Campinas, para a Ponte Preta (3×2), jogando absurdamente mal.

Por que esse Furacão é tão irregular?

Simples. É impossível manter uma regularidade quando se adota o critério de rodízio de uma partida para a outra. A partir daí, a derrota em Campinas acabou sendo normal, porque quando as mudanças se tornam uma rotina, em um grupo sem equilíbrio técnico, o risco de perder se torna objetivo.

Sem Otávio, com Vinícius no banco, o Atlético foi pretensioso demais querendo se armar com Deivid, Pablo, Hernani e Nikão. Propôs a jogar no erro da Ponte, mas quem errou foi ele, deixando escancarada a zaga que já era frágil com o confuso Wanderson e Paulo André. E se não bastasse, o goleiro Weverton abriu uma exceção e falhou no terceiro gol.

Bem resumido, é o seguinte: o Atlético deu uma na ferradura, ontem, como é capaz de dar outra no cravo contra o poderoso Santos. Pelo método de Autuori, tudo pode acontecer com o Furacão.

Treinador

Tite é o novo treinador do Brasil.

A questão não se encerra com o simples fato de ter se escolhido o melhor e aquele querido pela torcida. O mérito da questão exige mais.

Tite é uma das raríssimas exceções nos dias de hoje, de um profissional que consegue ao mesmo tempo ser sério e capaz. De Tite, sob o aspecto ético, nunca se teve notícia de um desvio. De Tite, sob o aspecto técnico, imprime-se um histórico exuberante de títulos, de reações à adversidade, de resignação pela humildade sincera para sair em busca do aprendizado.

Por não ter parado no tempo, Tite não é um “professor”; simplesmente, é um treinador, e aí está a sua grande virtude, e era disso que a seleção, também, estava precisando. No entanto, veja só como anda mal o futebol brasileiro. Com todo esse potencial pessoal e profissional, Tite acabou sendo escolhido por exclusão, porque, pelas circunstâncias técnicas e políticas, de imediato, não tinha outro.

Mas, felizmente, ainda restava Tite.

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