Posso afirmar que o Furacão vai jogar contra o Galo literalmente pegando fogo. Nunca estudei a moral como ciência, mas, como todos, na execução da vida aprendi o básico sobre o comportamento da alma e da natureza humana. Mas por passar 35 anos dentro do Atlético, aprendi tudo da alma e da natureza do atleticano, pois as carrego dentro de mim.
O Atlético vai jogar ardendo, sem direito a errar em campo, porque a alma do atleticano está desconfiada: se não escondia a desconfiança do time que é fraco e do técnico que tem dificuldades para ver e pensar ao mesmo tempo, agora, e definitivamente, desconfia do presidente. Não precisa ser mestre em alma humana para saber que há desconfiança no comando, um fato qualquer ganha relevância. Como pensou Nietzsche: Começamos a desconfiar das pessoas muito inteligentes quando ficam embaraçadas.
Vejam só o que é dirigir a paixão de uma torcida pela mentira. Uma derrota para o Galo por ser absolutamente possível em razão da lógica, pode aumentar ainda mais a angústia da alma atleticana. Não a derrota como resultado técnico, mas a derrota como representação material da mentira.
O Atlético precisava ganhar esse jogo do Galo.
A fervura chegou ao limite.
Desafio
Até onde a vitória sobre o Grêmio e a crise no Atlético fizeram bem aos coxas? Pergunto, porque às vezes, vitórias passadas e fatos paralelos desviam a atenção para problemas que não foram superados. Bem por isso, não é possível prever como será o comportamento do Coritiba, em Recife, contra o Sport.
Será que todas as deficiências de Chapecó foram superadas?
Os coxas passaram a semana alegres, quase fora da realidade.
A afirmação do presidente Bacellar que “não vendo Rafhael Lucas nem por 20 milhões de euros” é no mínimo coisa para um analista.
Imagino que até o charuto de Bacellar riu.
De primeira
O Paraná joga contra o Boa Esporte e deve ganhar. Para isso tem que continuar adotando o princípio de que só tem um tiro para dar.
Se não subir esse ano, as previsões futuras podem ser antecipadas.