Nos grandes clubes, há problemas diários, de todas as espécies, todos sabem. Atlético e Coritiba, por serem grandes, não são diferentes.
Só que de uns tempos para cá, os dois passaram a ter um gravíssimo problema dentro de casa: a falta de sensibilidade de torcedores.
O exemplo está fresco na memória: no Atletiba do primeiro turno, torcedores dos dois times assumindo a condição de guerrilheiros, agrediram-se mutuamente, jogando bombas. Inclusive caseiras. O resultado foi a censura absolutamente correta pela Justiça Desportiva com a perda de mando. O Coritiba foi jogar em Cascavel, perdeu dinheiro e perdeu o jogo que poderia ter ganho no Couto Pereira.
Domingo, na Arena da Baixada, parte da torcida atleticana, praticou a mesma imprudência do jogo contra o Santo André: sob o pretexto de criar um ambiente festivo, acendeu sinalizadores, jogando-os inclusive próximos ao campo.
Domingo vai ter Atletiba no Couto Pereira.
Se for impossível ambientar o jogo num estado de paz, é uma boa oportunidade de dar um descanso à ignorância.
Críticas
O treinador Ney Franco foi criticado em conversas na sede do Couto Pereira. Motivo: o esquema que usou apenas um volante contra o Grêmio, no Olímpico, teria sido a causa da derrota.
É é aí que surge a contradição. Franco adotou esse sistema porque fora criticado por jogar recuado, que é a sua marca registrada como treinador.
São críticas que poderiam ser normais dentro do futebol.
Mas o motivo não está no que se vê no campo, mas pelo que ocorre internamente. O diretor Vialle está em conflito com o supervisor Ximenez, que foi quem trouxe Ney Franco. Como o supervisor arrumou o dinheiro no banco patrocinador, é a sua opinião que prevalece em confronto com a de Vialle.
E aí ninguém toca em Ney Franco.