Para o pouco que prometia, o Atlético já está fazendo demais. Mas, agora, que projeta competir em cima, esse jogo com o Botafogo chega como um desafio. Para passar a ser acreditado, um time precisa de uma vitória a qual não estaria obrigado em condições normais. Ganhando, o Furacão terá direito de ambição, porque terá ganho do líder, o que naturalmente exige qualidades.
Poder-se-ia negar como referência, em uma projeção em tese a derrota para o Palmeiras desse jogo com o Botafogo em razão de serem competições diferentes. No entanto, a derrota do Pacaembu foi em razão das deficiências de Luiz Alberto e Botelho na zaga, e Dellatorre no ataque. Por serem problemas de rotina, se tornou regra, portanto, previsível para qualquer ocasião. Só que uma coisa é falhar contra o Criciúma, a outra contra o Botafogo. Errando-se pouco já pode ser fatal. É o jogo para o Atlético.
Adversários
Por ordem, há dois adversários do Coritiba, em Santa Catarina: primeiro ele próprio, depois o Criciúma. Primeiro terá que vencer as suas deficiências, inclusive emocionais, para depois enfrentar o time catarinense. Explico. Já faz tempo, e o Coxa não ganha. Ainda está bem colocado pelo que fez no início, o que não é suficiente para esconder a tendência de queda. Não há como dissociar os últimos números com a deficiência técnica do time. Outro erro é querer absorver essa fase, somente em razão da ausência de Alex. Seria muito cômodo e se tornaria perigoso, se não for despertada a consciência de que há uma sensação de descarte de jogadores para equilibrar o dinheiro. Não tenham dúvida, de que quando se negocia jogadores em série durante um campeonato, cria-se a expectativa em outros para a saída. Se vencer esse adversário, o Coritiba é capaz de ganhar do Criciúma.