Está na “Folha de S. Paulo”: Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Santos, Internacional, Grêmio, Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, Atlético-MG e Cruzeiro se reuniram ontem em Porto Alegre para constituírem uma associação, que já está sendo chamada “Clube dos 12”.
O fato de relevo imprimido pelos clubes não é a criação do novo grupo, embora o objetivo de fundo seja, outra vez, a elitização com benefícios de calendário e dinheiro. O fato destacado foi o desprezo ao Atlético Paranaense para colocar Mário Celso Petraglia, à margem desse novo processo, evitando atritos com a CBF.
Acreditem: a partir do fato de que o Furacão é afastado porque Petraglia não concorda (e não deve concordar) em ter relação voluntária com uma entidade que, segundo o FBI, é corrupta de carteirinha, não se pode censurá-lo.
Ao contrário, não transigir, tendo como motivação uma ordem de moralidade, mesmo com a consciência de supostas consequências, aumenta a grandeza da instituição.
Uma vez o Atlético pagou uma conta de Petraglia, obrigando a sua torcida ir às ruas para atropelar o poder. Agora a conta é do Furacão – pois, ao contrário do passado, agora está sendo punido porque seu dirigente não quer conciliar interesses com um poder denunciado por corrupção.
As razões que o “Clube dos 12” usa para afastar o Furacão cria a inusitada e perigosa lógica de que é preciso da imoralidade como trânsito de vida.
Jogando fora
O Paraná é capaz de perder a competitividade por não atender o principio fundamental da Segundona: não perder pontos em casa quando é favorito, como todos que perdeu. Isso o obriga a ganhar jogos em que a derrota estaria na lógica, como no jogo contra o Náutico.