O Atlético há nove jogos perde fora da Baixada, é fato que já está se tornando motivo de chacota nacional. Neste feriado, joga no Maracanã contra o Fluminense. A consequência de uma vitória seria tão benéfica, que teria o poder de pagar essas nove derrotas do seu histórico. É que o Fluminense concorre com ele pela sexta vaga na Libertadores.

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Então esse jogo do Furacão desafia definitivamente Paulo Autuori, cuja capacidade como técnico já começa a ser questionada. Da derrota para o Vitória, passaram-se nove dias, que em um calendário de apertos, é uma eternidade. É razoável, então, que nesse período o técnico tenha imprimido um modelo de jogo sem embrulhos, bem intencionado com sentido e vocação.

Autuori saiu tão comprometido com a derrota para o Vitória que não há como o resultado do jogo do Maracanã não passar pela sua responsabilidade. Inclusive, a vitória.

Perigo

Ouvi alguém do Coritiba falar que esse jogo contra o Santa Cruz, no Couto Pereira, é daqueles que carrega um perigo oculto. Não concordo com essas defesas que se originam do temor. Só o Coritiba pode trazer perigo a si próprio. A regra quase inflexível do Santa Cruz nesse Brasileiro foi perder e, bem por isso, já está rebaixado. O que Carpegiani precisa é equilibrar o humor do seu time, para não sujeitar-se às variações que lhe causem “um perigo” contra o Santa Cruz.

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A presença de Kleber devolve a referência de campo que havia sido perdida. Carpegiani sempre quer um jogador assim em seu time, por ter força emocional para absorver toda a responsabilidade, que alguns jogadores não conseguem carregar.

Se o Coritiba tiver o bom humor que teve contra o Galo, não correrá perigo.

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Porque não sei se voltarei a ver o Paraná jogar esse ano, assisti por inteiro a sua partida de sábado. Não pela derrota para o Criciúma (2×1) foi de assustar: com esse time e com esse técnico Bob Fernandes não ir para a terceira divisão já foi uma conquista. Como não vai mais ser rebaixado, o Paraná deveria começar imediatamente uma reforma no seu Departamento de Futebol. Só que não iniciará nada se não demitir o treinador. Não há nada pior, a começar pelo seu destempero no banco.