Há uma notícia que já está ficando velha: o Atlético Paranaense perdeu. Ontem à noite, em Recife, para o Sport, 1×0. E o mais grave é que a derrota passou a ser um fato previsível. E não se culpe apenas o Fernando Diniz. Ele é apenas a representação, uma espécie de fantoche da indiferença de Mário Celso Petraglia, que por ter a posse do Furacão, se acha no direito de esbulhar o sentimento do torcedor, não fazendo nada.

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Diniz é um especulador como técnico, ninguém pode negar. Por uma campanha casuísta no Audax, protegido por Bertolucci, o agente mais poderoso do Brasil e amigo de Petraglia, criou imagem de revolucionário.

Na prática sempre foi um grande um enganador. Afirmar que o Furacão não tem time com Camacho, o cansado Lucho Gonzalez, o redondo Nikão, Bill, Bergson, Zé Ivaldo, Wanderson e Marcinho, é uma verdade, mas pela metade. A outra metade, a mais importante, é o treinador que não faz nada para suprir as carências individuais, insistindo com as suas fantasias. No jogo de ontem, durante 98 minutos, o esquema de Diniz fez o Atlético jogar uma bola contra o goleiro Magrão, na cabeçada Pablo.

Mas a torcida atleticana que não se engane. Diniz, Camacho, Bergson, Bill, Nikão, como todos os torcedores, são vítimas de Petraglia, o posseiro da Baixada. O resto é retórica.

Favorito

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Pela 1ª vez nesse Brasileiro, o Paraná entra como favorito: hoje à noite, contra o Bahia, na Vila Capanema joga para vencer a segunda partida. Ser favorito, no caso, não trata de sinal de evolução, mas por jogar contra um time que está no mesmo nível, entre os últimos. E, aí, em tese, atuam os fatores campo e torcida. Se a vitória sobre o Fluminense teve muito mais influência psicológica do que matemática, esse jogo da Vila terá interesse psicológico e matemático.

Princípio

Por querer ser sincero, o atacante Alecsandro, defendeu a vitória (1×0) do Coritiba sobre o fraco CRB, assim: “Jogamos como se deve jogar uma segunda divisão”.

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Concordo que na Segundona é exceção uma vitória com um jogo brilhante. A regra é imposta pelo futebol de selva. Mas o Coxa não precisa exagerar e voltar a jogar o que jogou contra o CRB. Afinal, nessa selva, o Coritiba tem que se comportar como o leão.