Bahia 1 x 0 Atlético, em Salvador.
Há na vida um principio: a defesa. Mas há um determinado momento em que passamos a perder. Então precisamos atacar, principalmente, e sem sofisma, quando não temos mais nada a perder.
O Atlético do doutor Antônio Lopes foi jogar ontem em Salvador, contra o Bahia, carregado de zagueiros, volantes e com o medo de perder.
Perder é resultado das circunstâncias de um jogo, reconheço. Mas as circunstâncias da derrota de ontem foram criadas pelo próprio Furacão, que Lopes tornou um time medroso. Sob o pretexto de contra atacar, jogou na defesa. O Bahia não abriu espaços, e só não virou o jogo porque o pênalti do goleiro Renan Rocha não foi marcado.
Pior do que só se defender, é o medo de não atacar. No futebol, a derrota é o corolário do medo. Nada mais justa a derrota do Furacão. Contra o Fluminense e Internacional, na Arena da Baixada, entrarão em campo as suas últimas ilusões.
Não só as do Atlético. As de Lopes, que já rebaixou o América Mineiro, também.
Subindo
A vitória é o corolário da audácia de atacar. Os coxas atacaram o tradicional e, por isso, poderoso Cruzeiro, ganharam no Couto Pereira (2 x 1) e estão na beira da Libertadores da América.
Não foi uma vitória alienada à um fato eventual. Foi um jogo difícil. Mas a cultura ofensiva desse excelente Marcelo Oliveira fez sempre do Coritiba um time equilibrado.