Estão dizendo por aí que na Baixada, às 21h30 horas, hoje tem Athletiba.

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Desconfio que seja um jogo de futebol. É que houve um tempo que, por nossas terras, já teve um jogo de caráter clássico chamado Atletiba. Era bonito de ver: um lado vermelho e preto e, o outro lado, verde e branco, dividiam o estádio. O que era para ser um jogo clássico de futebol, acabava se transformando em um espetáculo de bola e do exercício do respeito e do amor.

Tenho dúvidas de que restou restado alguma coisa. Bem, explico. A bola, como a coisa desejada pelo craque, não precisa. É que atleticanos e coxas, há anos não têm um craque. Sob a projeção técnica, esse suposto jogo de futebol da Baixada, se for realizado, vai acabar um jogo de fazenda.

É que de um lado, há um time de segunda divisão, que no momento só tem o passado para socorrê-lo, o Coritiba. Dirigido por um incapaz para o futebol como é Namur, sem a sua torcida, não quer jogar, e quer que se declare vencedor por WO. Não leu a ordem liminar, que limita a punição do Furacão ao pagamento de uma multa.

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Do outro, há um time de primeira divisão, campeão sul-americano, mas cuja grandeza é absorvida pela insensibilidade de seu dono Petraglia, que impõe a sua lei e usa com arbítrio aquilo que ele chama de razão. É o Athletico que escancara a sua falta de qualidade, ao tratar-se como aspirante.

Entre os dois, com a suposta pretensão de organizá-los em uma competição, a Federação Paranaense de Futebol, cujo presidente Hélio Cury, que em vez de reunir os clubes para conciliá-los, incentiva o rancor de arquibancada com atos intempestivos.

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E, eventualmente, que surja uma bola para ser jogada, o ambiente de tensão das arquibancadas e fora dela, não será desmanchado. Os três, cada um da sua maneira, ao provocarem um choque em razão da divisão de torcida, roubaram o mínimo de respeito no ânimo dos torcedores, enchendo-lhes de raiva.

O Athletiba já está derrotado.

Aconselho o torcedor ficar em casa.