Uma coisa é perder para esse inseguro Internacional em um jogo normal. No Beira-Rio, então, é absolutamente natural. Outra coisa é perder para esse mesmo Internacional, inclusive no Beira-Rio, nas condições em que o Atlético perdeu (2×0). É possível afirmar que a derrota saiu da normalidade, pois ela é produto mais dos erros do treinador Milton Mendes do que qualquer outro fator.
O Furacão não tem sequer onze bons jogadores, muito menos trinta como o técnico pensa. O que conseguiu foi ter um time apenas razoável, em que as suas carências individuais são supridas por um sistema de jogo racional, que, aliás, Mendes é o responsável. Mas invadido por uma soberba de Mourinho, quis inventar no Beira-Rio, iniciando o jogo sem Walter e Marcos Guilherme, sobre os quais centram toda estrutura tática do tome. Sem eles, Hernani e Otavio se perderam, repercutindo na defesa que já estava enfraquecida com Pereirinha.
Quando Walter e Marcos Guilherme entraram, o time já estava cansado de tanto correr atrás do Inter. E depois, quando quis arrumar o lado direito tirando o medíocre Bruno Pereirinha, que trouxe de Portugal, mostrou que o seu lado criativo é um desastre. Ao tirar Marcos Guilherme do meio e colocá-lo de lateral, fez um estrago ainda maior, porque o time ficou sem meia e sem lateral. Em razão dos erros do seu treinador, o Furacão jogou com angústia, pedindo clemência para o relógio. Só não foi goleado em razão do seu imponente Weverton, o melhor goleiro do atual Brasileiro. Outra vez, pegou até pênalti.
Esperança
Concordo. A essa altura do campeonato, exigir mais do Coritiba mais do que a vitória é querer ser mais critico que a realidade. Dentro desse principio, os coxas tiveram uma grande vitória sobre a Chapecoense no Couto: 1×0.
Mas há outra questão, talvez tão importante quanto a vitória, que tem que ser enfrentada: o que jogou é o necessário para ganhar o que precisa para não ser rebaixado?
Concordo. A essa altura do campeonato, um jogo de cada vez.
O atacante Henrique e o meia João Paulo foram os melhores.
Desesperança
Tinha reservado um espaço para o Paraná quando soube tinha virado o jogo em Fortaleza. Perdendo por 4×3 para o Ceará por absoluta falta de concentração, não merece mais do que três linhas.