Atlético 2 x Vasco da Gama 2, na Baixada.
Entendo bem a decepção do torcedor do Atlético. O time virou o primeiro tempo com 2×0, jogando um futebol surpreendentemente perfeito. Atacando no lado esquerdo do Vasco, marcando na frente, dominou. Paulo Baier fez um gol de “chaleira” (calcanhar), e Guerrón, outro, de “peixinho”.
Quero dizer, sinceramente, que vibrei, mas não me iludi. É que o técnico do Atlético é Antônio Lopes, que por ter uma cultura defensivista, não acredita quando seu próprio time está ganhando de dois a zero.
O Atlético, ao invés de continuar com a marcação de frente, recuou. Lopes foi na conversa do preparador físico Riva Carli (um especulador tático), tirou Guerrón e Morro Garcia. Resultado: o Vasco sentiu-se livre para atacar e, ajudado pelas falhas de Rafael Santos, empatou, 2×2.
Quando chegou, Antônio Lopes me criticou publicamente dizendo que o técnico da minha preferência era Paulo César Carpegiani.
Pois fosse Carpegiani o técnico do segundo tempo, o Atlético teria ganhado o jogo. É que para os grandes técnicos, o primeiro tempo é tão importante quanto o segundo.
Lopes, que derrubou o Vitória e, derrubou o América Mineiro, agora, está derrubando o Atlético com sua cultura defensivista.
Não há desculpa para o treinador por esse empate.