Derrota da fraude

O Atlético perder para o Avaí, em Florianópolis, por estar na conta das suas deficiências, não estava no campo da surpresa. E o Furacão perdeu, 1×0. E se essa derrota pudesse ser esgotada pelo possível, seria até desprezível. Por esse time não ser perturbado pelo rebaixamento, não reclamaria nenhuma bênção póstuma.

Mas o significado dessa derrota tem que repercutir no ânimo do dono do clube, Mário Celso Petraglia. Ele que se apresenta como um zelador das causas do Furacão, precisa imediatamente demitir Paulo Autuori e Fabiano Soares, desmontar o chamado núcleo de inteligência e já dar um tratamento sério ao futebol. O Furacão que está terminando o Brasileiro é terra arrasada.

E, aí, é que vem o maior drama: é um time sem diagnóstico, que não consegue enfrentar as suas limitações individuais, técnicos, e agora, de alma. A forma como perdeu o pênalti, Fabrício mostrou como andam as coisas no Furacão. Os mesmos erros passados, repetem-se com insistência, sem que ocorra uma intervenção com o mínimo de lucidez. Voltem ao jogo e vejam um lance aos 25 minutos do segundo tempo: Fabrício recebe na lateral, o treinador grita: coloque na área. Não foi por coincidência, que Thiago Heleno, zagueiro-zagueiro, foi visto de centroavante chamado pela incapacidade de Lucas Fernandes e Douglas Coutinho.

É esse o padrão tático imposto pelo “projeto científico” de Mário Celso Petraglia. O time é postiço. Uma verdadeira fraude.

Próximas emoções

O Coritiba tinha tudo contra o São Paulo: o campo, a torcida, o domínio técnico e a arbitragem, que lhe ofertou um pênalti inexistente, do qual saiu o seu gol marcado pelo goleiro Wilson. Não precisando mais, bastava ter a consciência dos seus limites.

Mas veio o intervalo, e ninguém sabe o que aconteceu nos quinze minutos de vestiário. O Coxa que voltou foi um outro: querendo ser absoluto, perdeu a noção de suas deficiências, e querendo ganhar sem raciocinar, permitiu que um time quase infantil do São Paulo, jogasse sem ser perturbado. E daí, perdendo a humildade, perdeu a consciência das coisas.

Com uma sequência interminável de erros, submeteu-se ao time tricolor. Seu maior erro foi desprezar o empate como uma solução de emergência. O time que perde a consciência das coisas, perde o jogo. São Paulo, 2×1.

O ponto que isola o Coritiba do Sport é uma grande diferença. Mas, às vezes, o que um time joga vai contra o benefício dos números.

Mudanças

O Paraná deve anunciar nos próximos dias o fim da comissão técnica que comandou o time na volta para a Primeira divisão. O novo técnico deve ser Vagner Lopes, que está retornando ao Brasil, depois de fracassar no Japão.

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