No Couto Pereira, Coritiba 0x2 Galo.
Na estreia de Marcelo Oliveira, os coxas não jogaram mais do que vinham jogando com Pachequinho. Ao contrário, jogaram menos. Submetido aos mineiros, acabaram confortando a própria torcida como se a derrota fosse já prevista.
Os gols de Fábio Santos e Rafael Moura foram consequência natural da ordem do jogo. E aí vem o mais grave: não pelas virtudes do Galo, mas pelas limitações do time coxa.
No primeiro tempo até que houve um equilíbrio. A jogada em Rildo pelo critério adotado pelo árbitro no pênalti que Wilson defendeu, foi pênalti.
Mas no segundo tempo foi pior. E como a culpa não era de Pachequinho, agora não será de Marcelo Oliveira. Com uma zaga com Luisão e Márcio, um meio com Jonas e a má vontade de Galdezani, e o ataque com o que tem, pode se esperar o pior.
Desconforto
O futebol não tem segredo, é uma máxima que aprendemos desde cedo. Embora simples, em razão do seu conteúdo, é tão forte, que não se submete ao tempo. Todos os dias se faz presente dando lições.
Por querer “quebrar paradigmas”, o Atlético está na zona de rebaixamento. Por se deixar seduzir por um projeto especulativo de Paulo Autuori, o Furacão depois de ser humilhado pelo Grêmio na Copa do Brasil, passa ter um objetivo imediato no Brasil: sair da zona de rebaixamento, aonde foi colocado pela vitória do São Paulo.
A angústia sobe o concreto não pelos números, mas pelos erros sistemáticos que não são atacados. Se perder o jogo para o Vasco, vai se reclamar o mínimo de bom senso do presidente Sallim Emed: demitir Soares. Se não o fizer, será prova de que não tem poder de mando.
Esperança
Se um dia o Paraná voltar a tomar jeito na vida, não faltará quem irá lhe oferecer carinho. No sábado, na goleada sobre o Santa Cruz (4×0), os 13 mil tricolores que entupiram Vila Capanema provaram a força popular do clube, que há anos está escondida pelo desconforto de quase uma década na segunda divisão.
E o mais importante é o de que não tinha nenhum motivo de aparência relevante para ir: com o terceiro técnico e uma campanha irregular, não rende muitas esperanças de classificação. Mas motivo de fundo o Tricolor não perdeu: o interesse da alma.
Para o campo, o levou a personalidade forte do técnico Lisca. Jogou como nunca tinha jogado nessa segundona, tornando a goleada (4×0), consequência dessa bela jornada. O gol de Minho foi o resumo do que seu viu no campo e na arquibancada.