É querer demais exigir que o Atlético tenha um planejamento no futebol para o resto do ano. Já se perderam dois meses em razão dos erros da diretoria de futebol, e ainda não se pode ter previsão que seja capaz de corrigi-los.

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No entanto, não é querer demais exigir que o futebol do Atlético tenha um projeto curto, mesmo que se limite a uma noite. Para a de hoje, quando tem que reverter a vantagem do remoto Rio Branco, do Acre.    Dirão que basta uma vitória. Simples, sem gol sofrido.

Como andam as coisas, não é tão simples assim. Qualquer obrigação, que poderia ser natural, passou a impor uma responsabilidade que o time parece não ter como carregar. Por bem menos, o Atlético foi eliminado por Volta Redonda (2006) e Corinthians Alagoano (2008), que disputavam a quarta divisão nacional.

As coisas são tão mal tratadas no CT do Caju, que tenho que reconhecer que o futuro do Atlético, hoje à noite, é dependente de Geninho. O treinador terá que tecer uma colcha para juntar os retalhos que seus amigos que o trouxeram lhe deram para formar um time.

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Dirão, que hoje ganha! E perguntarão: e depois de amanhã? “Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo. Só depois de amanhã (Fernando Pessoa).

Crise

A obrigação decorre de lei ou de contrato. Os dissidentes autorizaram em contrato que o Clube dos 13 o represente na negociação relativa à cessão dos direitos, inclusive de televisão. Pela teoria geral dos contratos, os clubes outorgaram um mandato à associação. Por ter se originado de um contrato, para revogá-lo depende da anuência mútua (clube dissidente e Clube dos 13), ou por declaração judicial.

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Não consta que algum dos dissidentes formalizou essa revogação. Inclusive, o Corinthians, porque a carta que enviou depende da confirmação do seu Conselho Deliberativo. Até ato em contrário, haverá a concorrência.