Há entre Atlético e Coritiba pontos comuns, dos quais sublinha-se um especial: ambos não têm time para disputas nacionais. As semelhanças param por aí, dando lugar às diferenças. Uma em especial: enquanto o Atlético não se ilude, pois sabe que não tem time, o Coritiba, forçando a interpretação do conceito de ilusão, pensa que tem.

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Esse é o maior mal que provoca o Estadual. Administra-se a paixão do torcedor com resultados concebidos pela tradição, que remetem a títulos, que já não têm mais o mesmo valor histórico de antigamente. Hoje, o Coritiba é resumido em Alex. Já visto fazendo cobertura de zagueiro, é visto jogando pelas meias e pelos lados e, agora, de centroavante. Bate todas as faltas, pênaltis e escanteios.

Não porque Alex integra um time projetado para jogar, porque projeto não existe. Mas porque se desgarrou dessa desorganização para fazer o seu jogo. Nenhum gol do qual Alex participou marcando ou lançando foi resultado de jogadas de equipe. Foi a sua individualidade que decidiu. Esquecem os Coxas que Alex é de carne e osso. A dependência na vida cria a ilusão de que tudo vai bem. No futebol é mortal.

Gramado

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Entre os argumentos do Paraná para não jogar com o Atlético é de que o gramado da Vila irá atrapalhar tecnicamente o jogo. Pergunto: se o jogo fosse no gramado do Camp Nou, em Barcelona, ou de Wembley, em Londres, Paraná e Atlético fariam um jogo de refinada qualidade? Para marcar, dar carrinho e chutões, o gramado da Vila está um tapete amarelo.

A propósito, já há no Furacão quem dê mais valor ao sub-23 do que ao time A. Entendo assim também. Santos, Hernani, Harrison e Douglas Coutinho seriam titulares no time de Drubscky. Mas tudo não passa de presunção. Os 100 jogadores com vínculo com o Atlético não formam um time para jogar em condições regulares o Brasileiro.

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