O jornalista Ricardo Brejinski fez a matéria e deu o título: Nikão e mais dez. Quando surgem situações complicadas, o torcedor se pergunta a respeito da dependência do seu time de um jogador. No futebol brasileiro atual em que não há craques, quando se cria esse estado está se iludindo. Pode ser uma dependência mortal.
Ontem escrevi aqui, que o Coritiba está jogando tudo em cima de Kléber. Faz-se do Gladiador o início e o fim das soluções que procura neste campeonato. É um risco.
O Atlético não deve ter esse problema. Precisa ter a consciência de que não tem o jogador para dele ser dependente. O seu limite de qualidade neste campeonato vem sendo Nikão. E Nikão, embora seja o fio condutor da ordem de jogo dos bons momentos do time no Brasileiro, também, não pode carregar o peso.
Por essa razão, a questão central que o Furacão tem que enfrentar no Atletiba é estrutural e não nominal. Talvez, poucos se lembrem da razão fundamental da derrota para o Flamengo. Foi a surpresa de aparecer um time desorganizado, quando se pensava que Fabiano Soares já havia encontrado o ponto exato e o colocado na linha.
O zagueiro Paulo André falou que o time está precisando de alguém que “coloque a bola para dentro”. Como não tem ninguém, o treinador é que precisa buscar a solução de forma estrutural. Mas insistir com Douglas Coutinho é brincar com fogo.
É de se presumir que o treinador tenha ganho essa consciência durante esses quinze dias de treinamentos. Nesse calendário de pedra, quinze dias para dar ordem a um time é a eternidade para qualquer bom treinador.
O Atlético precisa voltar a ser mais autêntico em Atletiba.
Aposta perdida
O site da Tribuna prestando um serviço importante ao público transmitiu o jogo de juniores Coritiba 1×0 Atlético. Mostrou como o trabalho dos dois clubes, de busca de jovens e a sua a formação é péssimo. Nesse jogo não se viu um único jovem, que pode provocar aposta futura.
O Paraná está voltando?
Já havia despachado o texto para a edição, mas aí o Paraná obrigou-me a mudá-lo. A sua vitória sobre o Goiás (1×0), em Goiânia, foi portentosa. Não foi em razão de brilhantismo técnico, embora usasse o esquema certo que o jogo exigia. Foi porque ganhou, mostrando a autoridade de que um time pretensioso a subir precisa ter.