Disse Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa: “Para organizar uma Copa do Mundo, quanto menos democracia melhor”. Quis se referir ao Brasil, é claro, em razão do seu sistema político dividido entre União, Estados e Municípios.
Não está de todo errado, mais, ainda, tratando-se de Brasil. Só que o problema não se origina no sistema político, mas nas soluções que são retardadas em razão do excesso de leis, que na prática ganha o conceito de burocracia. Há um aproveitamento desse excesso não para proteger, mas para subtrair valores. No futebol não é diferente. Já me convenci de que o melhor sistema é aquele que limita o poder de mando a um número reduzido de homens. Às vezes, a um único dirigente, mesmo com o risco do arbítrio. A divisão de poder acaba fragmentando a responsabilidade. E quando muito se divide, acaba não existindo.
Veja só o caso do Atlético: está sendo chamado de “Coreia do Norte”. Por quê?: Provoca todo mundo, é comandado por um ditador e ninguém sabe o que se faz lá dentro.
Mas o Furacão tomou um caminho de vida tão complexo, que precisava, e vai precisar por algum tempo, ter um “dono”. E ninguém melhor sabe ser do que Mário Celso Petraglia.
Surpresa
Não fiquei surpreso com a demissão do Toninho Cecílio, do Paraná. Embora sem culpa, tinha responsabilidade pelos resultados por ser treinador. A surpresa é a permanência do gerente de futebol Alex Brasil. Com a sua conversa acadêmica, continua enganando os dirigentes. Apresenta-se como conhecedor de futebol, e entulha jogador sem qualidade, fazendo o clube gastar o que não tem.