A renúncia como gesto de conciliação, um dos anseios mais complexos da condição humana, não humilha, engrandece. Seguida de lágrimas, motivadas por um ideal puro, torna o homem especial. O senhor Rubens Bohlen estava nesse grupo que no futebol se tornou seleto.

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Mas a renúncia em si engrandeceu Bohlen e diminuiu o Paraná. É que a causa final da renuncia acabou sendo o direito de preservar a vida, que passou a ser ameaçada publicamente por um “paranista do bem”. Quando uma instituição busca a solução política pela violência e ameaça, o que está sendo sinalizado é o fim.

A renúncia de Bohlen se tornou irrelevante em razão da causa: a denuncia policial da ameaça praticada por João Quitéria, ex-presidente de torcida organizada.

A pergunta é: que clube é esse, que sendo incapaz de resolver pelo diálogo, pelo bom senso ou pela razão, aceita a solução pela violência? A impressão que se tem é que a ação delinquente foi premeditada por um consenso como recurso final para a renúncia. Se não foi assim, se foi um ato isolado, o autor do crime teria que ser banido do clube. Certa vez, há muitos anos atrás, um atleticano, para criar um fato contra os coxas, jogou uma bomba caseira na Baixada. Descoberto, imediatamente foi expulso do Atlético.

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Os “paranistas de bem” tomaram o poder usando a doutrina da violência. Isso pode custar bem mais caro do que os míseros 4 milhões de reais que prometeram gastar.

Intervenção

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Quando o homem tem bom senso é lúcido: adapta as palavras à emoção e ao momento. Foi o que fizeram Ernesto Pedroso e Ricardo Guerra que tiveram que acalmar a torcida coxa diante da promessa de André Macias, que o clube usaria um sub-23 se Gomyde perdesse a FPF.
Aliás, esse fato foi uma aviso a Rogério Bacellar: a presidência do clube está sendo pulverizada.