Depois de oito meses, de três técnicos, de mais de 20 jogadores contratados, de gastar os 17 milhões que havia em caixa em janeiro, o doutor Mário Celso Petraglia declarou a uma rádio de Guaratinguetá que “o nosso projeto de apostar nos jogadores da base não deu certo e, por isso, estamos reformulando com jogadores experientes, sendo provável que o Atlético continue na Segunda Divisão.”

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No futebol, reconhecer e confessar o erro não sugere espírito de renúncia, está longe de ser um gesto de grandeza. Ao contrário, por que se lida com a paixão do povo, a prática do erro, e em especial, se ele já é previsível e repetido, significa que seu agente foi pouco responsável.

Às vezes, Petraglia permite desconfiar: em tudo o que fala há cinismo. Não como filosofia, que pregava o desapego aos bens materiais, mas no sentido de indiferença à decepção alheia, como é a humilhação pela qual passa a torcida atleticana.

Nada ameniza a declaração do doutor Petraglia. Soa como ofensa à torcida, que, confiando nas suas promessas, o trouxe de volta. Nem mesmo fica amena com a hipótese de recorrer a jogadores experientes para tentar levar o Atlético à Primeira Divisão. Se estava errado com a aposta na base, continua errado com o gasto pródigo de contratação em massa e sem critério, de jogadores de terceira categoria. Mais grave é entregar a execução de suposto projeto a um treinador como Jorginho, vazio de ideias.

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O doutor Petraglia não se dá por achado. Como cara de pau, bota Maluf no chinelo. Torna-se insuperável.

De primeira

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Um dia desses ouvi o secretário de estado Mário Celso Cunha falar sobre Copa Mundo, inclusive do dinheiro do BNDES. Será que ninguém do governo Beto Richa, depois de todos os escândalos que atingiram o secretário, não lhe deu um pito e mandou ficar quieto? Aliás, a última do secretario Cunha: anda sugerindo que o governo contrate milhares e milhares de seguranças particulares para a Copa do Mundo.