Decisão

Se o Coritiba perder hoje para o Palmeiras, ainda assim não ficará na zona de rebaixamento. No entanto, há insegurança entre seus torcedores. É que a diferença matemática deixa de ser uma diferença prática na medida em que significa queda técnica. Os Coxas, por lições recentes (2009) sabem que a evolução para cair é bem mais sentida em campo do que para subir. E é esse abalo psicológico para a sequência que tem que ser evitado. O empate pode não resolver em definitivo, mas breca a evolução do Palmeiras, que escolheu exatamente o Coritiba para livrar-se da Segunda Divisão.

Ouvi ontem, no rádio, que o jogo, naturalmente, pelas circunstâncias, já seria difícil. E que sem a zaga titular se torna temerário. Mas qual é a zaga titular: Emerson e Pereira não voltam tão cedo, é certo. Seria Escudeiro e Demerson? Só que os dois são os que mais falharam nos últimos jogos. Em condições normais, a coerência exigiria mudança.

O Palmeiras adotou o jogo como decisivo. Esse sentimento muitas vezes vai contra um dos elementos mais importantes para jogar nessas ocasiões, que é a tranquilidade. Desconfio, que se a defesa não falhar outra vez (o que duvido) Lincoln, Rafinha e Deivid podem sossegar a vida Coxa neste campeonato.

Fracasso

Em razão da cultura do seu povo, Curitiba não elege um candidato só por celebridade dentro de um segmento da sociedade. Nas eleições para a Câmara Municipal tivemos exemplos objetivos. Do futebol, elegeu-se apenas Paulo Rink, e não foi em razão somente de ter sido jogador do Atlético. Rink fez uma campanha milionária. Engana-se quem diz que Aladim se elegeu por ter sido ídolo do Coritiba. Isso foi há muito tempo. No terceiro mandato, Aladim se elegeu por ser um vereador ético que manteve a relação precedente que o elegeu nas vezes anteriores.

Nenhum integrante de torcida organizada se elegeu. Há uma explicação de fundo: o povo já não trata esses grupos como apaixonados por seus clubes, mas como torcedores profissionais, que às vezes, transformam-se em condutores da violência. A derrota maior foi de Hélio Cury, presidente da Federação Paranaense de Futebol. Com o poder do cargo, o dinheiro, a submissão dos clubes da suburbana, teve menos votos que o Linguiça, do Circo do Linguiça, do Sítio Cercado.

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