De volta para o futuro

Não somos felizes só porque queremos. É que a felicidade mais do que um sentimento natural, é produto de circunstâncias diversas, que escapam ao nosso controle.

Até um ano desses, os atleticanos davam ao Atlético, identidade de grande por palavras que possuem significados que elas não têm. Ser grande não exigia muita coisa, bastava expor o sentimento indisponível do amor, único capaz de equilibrar qualquer estado de desvantagem. Fora dele, era verdade, parecia que não existia vida futura para o Atlético. Era uma vida sob o estigma da piedade.

Em 1995, o Atlético foi alcançado por um terremoto chamado Petraglia. Com Ademir Adur e Enio Forneia Junior, dividiu a história, criando as circunstâncias para a felicidade eterna, em que se sustenta em fatos concretos, e não em sentimentos por resultados aleatórios.

A Fifa indicou Curitiba como uma das sedes para a Copa do Mundo de 2014. E não só porque tem cara e jeito de européia, tampouco só porque está à frente de todas as outras em estrutura, inclusive humana. Escolheu, também, e principalmente porque aquele terremoto de 1995, ao invés de destruir, construiu a Arena da Baixada. Um fenômeno, sem dúvida.

Desta vez não é lapso, sintaxe dúbia falsa imparcialidade ou jogo de palavras. Não se trata de se estabelecer o limite entre o justo e o injusto de uma bola perdida no último minuto. Porque a indicação da Fifa não é um fato provável, tampouco um fato dependente do exercício da especulação.

É uma certeza imposta pela própria necessidade de se fazer justiça.

É que foi o Atlético foi o único que acreditou ser possível ir contra o poder do tempo: enfrentou-o e antecipou um tempo que para os outros, se houver, só será no futuro. Em 1999 quando inaugurou a Arena da Baixada, o Atlético já estava em 2014.

Jogos

Coritiba e Atlético continuam na mesma toada. O Coritiba enganado por René, e o Atlético por Geninho.

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