Foi inevitável. Quando a suntuosa Arena foi inaugurada, o Estádio Couto Pereira envelheceu. Mais do que um extraordinário choque entre o moderno e o antigo, houve um impacto de sentimento, parecendo que um ganhava e o outro perdia.

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Mas o Estádio Couto Pereira não ficou submisso pela razão temporal. É que a inauguração da Arena coincidiu com o sucateamento do estádio dos coxas não porque o tempo passou, mas porque não se enfrentou o tempo. Fora isso, não se poderia negar a beleza do ?Couto Pereira?, porque projetado há quarenta anos, ainda conserva linhas modernas.

Giovani Gionédis, para a felicidade dos coxas, passou a agir mais como torcedor de orgulho ferido do que presidente. À certa altura, provocou a si próprio, e o resultado foi a reforma do ?Couto?. Adaptado às novas leis do futebol, com cadeiras e camarotes, atendendo o princípio básico que é ter um campo, o estádio será devolvido amanhã para os coxas no jogo contra o Santos.

Afasto-me de comparações e de retorno ao passado porque aprendi que é difícil tratar com eles. Principalmente onde não devo. Mas entendo que pelas mais diversas circunstâncias, a reforma do Couto atendeu a necessidade do Coritiba, como era a sua própria construção.

Rodada

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Dos paranaenses, o grande – como atração – jogo será no Couto Pereira entre Coritiba e Santos. Não tanto pelo Coritiba, não tanto pelo Santos. Mas por Robinho, que ainda no Brasil, consegue ser incluído como um dos cinco melhores do mundo.

O Atlético leva seus problemas para Caxias, contra o perigoso Juventude. Improvisa o time em um jogo que precisa ganhar. O mais grave é que Edinho começa a desagradar. Dizem que não gosta muito de trabalhar, depois que distribui as camisas.

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Finalmente o Paraná. Joga no Morumbi contra o poderoso São Paulo. Se perder de pouco, já será um conforto.