Para tratar desse jogo de hoje à noite na Baixada, entre Atlético e Bahia (1×0) pela Sul Americana, é preciso lembrar do jogo em Salvador. Os baianos marcaram dois gols que foram anulados pelo arbitro de vídeo.

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Se prevalecesse o que os olhos humanos viram, o segundo gol seria confirmado, pois não houve impedimento. Dito de outra forma: no jogo de Salvador, a arbitragem eletrônica influiu para o Furacão vencer, o que não a impede de compensar ou descompensar imagens para influir no resultado no jogo da Baixada.

O VAR, por esses lados do Atlântico, não é confiável: a interpretação de um lance dentro de campo ou na frente do vídeo, em tese, pode ser a mesma, por depender muito do nível da arbitragem. E sabe-se que a arbitragem sul americana, além de ser ruim, atende interesses da sua confederação.

É um jogo no qual o Furacão não deve se preocupar em jogar bonito. Tem que jogar é certo, disciplinando-se às circunstâncias do jogo e do resultado. Não pode é, por vaidade, querer impor supremacia. Ou, por ingenuidade, atender exigência da arquibancada. A vitória de Salvador serve exatamente para dar ao Atlético o direito de ordenar o jogo. O que não deve é querer absorver o problema de ganhar, que só é do Bahia.

Diversão

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O lado irônico do jornalista Juca Kfouri é tão brilhante quanto ao seu lado sério. Sabe que a ironia carrega um fundo de verdade, e torna-se provocativa. Deve ter sido essa a sua intenção ao escrever que Mário Celso Petraglia, o dono do Atlético Paranaense (isso sou eu quem afirmo), irá ser o “oráculo” do presidente eleito Bolsonaro contra a CBF e contra a Globo.

Petraglia tratou a nota como “maldosa”, e disse mais: “Nossa posição e demonstração de apoio pelo projeto vencedor foi com um único objetivo, termos o melhor para o nosso Brasil”.

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Quieto, sem responder, Petraglia não iria se comprometer como se comprometeu com a sua resposta. Não há no histórico do cartola um único momento que fez algo por ideal. Sempre teve e sempre tem um preço.

E lembrando Dilma em estado bruto, Petraglia é capaz de se aliar “ao diabo” para não permitir que o patrimônio do Atlético, que ele hipotecou e deixou ir a penhora, vá a leilão nos processos da 4ª Vara da Fazenda. Juca deve estar rindo.