De meninos e lobos

A cultura brasileira, às vezes, deforma-se por pregar a doutrina que descrimina as pessoas pela idade, pela raça e pela cor para o exercício de algumas profissões.

No futebol não é diferente, e a regra torna-se especial e ostensiva. A discriminação aplicada no exercício da profissão de treinador isola o negro, e antecipa a aposentadoria dos mais experientes como se fossem velhos.

Trato desse tema porque não faltarão censuras ao Atlético por ter contratado Antônio Lopes, para assumir o comando do seu futebol. Com 68 anos de idade, Lopes estava há um ano sem trabalhar.

Não se esconde mais, que há uma alcateia no CT do Caju, em que os lobos comem os meninos, como saíssem de um filme de Clint Eastwod (De meninos e lobos). Não bastaria um técnico como Cuca ou Bonamigo, que eram outras opções, pois de personalidade pouco expressiva, seriam engolidos.

A escolha de Antônio Lopes não poderia ter sido melhor.

Assim e por isso, mais do que um técnico, o Atlético estava precisando de alguém que exerça a hierarquia, não em razão da graduação de função ou do valor de salário, mas por força dos atributos pessoais e da história como profissional. A simples presença de um homem de caráter intocável e com a história de Lopes, já inspira confiança e respeito que há muito tempo estão ausentes do CT do Caju.

Lopes Júnior e Leandro Niehues na participação direta do trabalho técnico e tático, acabam modernizando o comando do CT do Caju.

Vitória

Um gol de Paulo Baier, um milagre de Galatto, uma esperança na zaga com o menino Bruno Costa e uma certeza com Wesley. E assim, o Atlético finalmente voltou a vencer. Ontem, na terra vermelha do Estádio do Café, derrotou o Fluminense por 1×0. Para sair da zona de rebaixamento terá que ter vitórias em sequência.

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