Dança de desilusão

Atlético 1×1 Santos.

Outra vez, pela segunda vez em quatro dias, o Atlético saiu vaiado da Baixada. Se eu estivesse na arquibancada, eu também estaria com o povo. Pela televisão é pior porque a emoção pode ser controlada, não a sente na carne.

Mas pergunto: Por quê a torcida vaiou o Furacão?

Eu respondo por mim e, sem querer me apropriar do sentimento dos torcedores, tenho certeza de que a resposta de todos é a mesma. O torcedor atleticano está se sentindo enganado. Logo vai se sentir roubado. Há quatro anos sustenta o clube sem exigir nada em troca. Quando vai receber a troca do seu sacrifício, o que Petraglia lhe dá: um estádio inacabado, mal cuidado, com infiltrações e sujeira, um time fraco, cujo objetivo é não ser rebaixado para a segunda divisão.

No domingo, o Atlético já havia perdido para o fraco Sport.

Ontem, empatou com o sofrível Santos, cujo astro é Robinho, em final de carreira.

O Furacão não jogou bem não foi porque não quis. Até se esforçou. Foi ao seu limite. Mas quando falta qualidade individual o limite é insuficiente. Concorre o fato de que seu técnico tem as suas virtudes subtraídas pelas ordens de comando. Claudinei, que tanto elogio, está fazendo um papel patronal. A torcida do Atlético ainda não desconfiou, mas vai continuar sendo enganada. Sempre há prioridades que, atendendo interesses, rebaixam a importância do futebol.

Eu sinto pela torcida atleticana. Paulinho da Viola diria que o ritmo do Furacão é uma espécie da sua “Dança da desilusão”.

Em 2015 nada será diferente.

O jogo foi até interessante, apesar da fragilidade técnica dos dois times. Por serem frágeis foi um jogo igual. Quando superior, o Santos marcou com Robinho. Quando se superou, o Atlético empatou com Cleberson.

E nada mais aconteceu.

Os melhores foram Marcelo e Robinho.

Agora eu vou jantar vendo o jogo dos Coxas, tomando um Angustifólia (Merlot), da Vinícola Araucária.

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