Custo e benefício

A principal notícia do Atlético tem cara de velha: Walter é dúvida para a final da Primeira Liga contra o Fluminense. Provoca-se, então, uma questão relevante: o custo-benefício do atacante já não está se tornando caro para o Furacão?

Aos fatos. Walter não custou barato. Para ter os direitos sobre o seu contrato de trabalho, o Atlético, anunciou-se na época, obrigou-se a pagar 2 milhões de euros ao Porto. Se ainda não pagou, um dia terá que pagar. Aliás, já foi notificado para tomar essa providência. Seu salário não é pouca coisa. Em um centro secundário no futebol brasileiro, como é Curitiba, está fora dos padrões. Só para ilustrar, afirmo que o custo-benefício do goleiro Weverton dá lucro para o Furacão.

Walter, ainda, não fez gols em 2016. Por contusão, ficou um mês parado. Quando voltou, impaciente faltou com respeito ao técnico e aos companheiros. Foi castigado com a reserva, pediu desculpas, e contra o Paraná deu apenas uma cabeçada no gol. Agora, às vésperas do jogo mais importante do Atlético, pois disputa um titulo inédito e que será histórico no futebol brasileiro, corre o risco de não jogar.

Longe de lançar desconfiança sobre o comportamento de Walter. Apenas passo a questionar se continua valendo a pena o investimento que o clube faz. Mas pode ser que o atleta não tenha culpa. E que a culpa esteja em um trabalho equivocado de preparação e recuperação.

O que o Atlético precisa é dar uma solução ao caso Walter. Esse é muito mais grave que a indisciplina. Para explicar as contusões, falta de gols e participação em jogos de acordo com o custo, é preciso ter autoridade. Talvez estejando faltando isso para recuperar Walter.

Futuro

Não soube que a diretoria do Paraná fez alguma avaliação, projetando o grupo atual de jogadores para ganhar o retorno a Séria A do Brasileiro. Se fez reconhecendo erros, há muito que compor. O atual grupo, independente do resultado do Estadual (inclusive se ganhar) não tem condições de disputar a vaga. As opções para a zaga são comuns, no meio só servem Jean e Robson, e o ataque tem em Lúcio Flávio um bom reseva. Só salário em dia não resolve.

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