Curiosidade

O futebol tem seus encantos, seus desencantos e suas contradições. Nesse Estadual, há pelo menos uma grande contradição: o segundo turno começa a provocar curiosidade, em razão de que o baixíssimo nível técnico empurra Coritiba, Londrina e Atlético para a disputa do título. O Atlético, por ter ganhado a primeira fase, busca também a conquista do título do campeonato.

Mais por obrigação, por que precisava da vitória e porque jogava no Couto Pereira, do que pelo que jogou, o Coritiba ganhou do Londrina (1 x 0).

Aliás, jogou muito pouco como joga todo o time que é dependente de um jogador de virtudes esgotadas, como Tcheco, que no primeiro tempo errou todos os passes que pretendeu dar. Um time que sem Rafinha tornou-se estático, e não variando jogadas tornou-se previsível. O gol de Roberto foi consequência da obrigação de ganhar, e não resultado de alguma virtude.

Em Toledo, o Atlético ganhou, 2 x 0. Serviu mais para o técnico Juan Carrasco atiçar a curiosidade como trata o futebol. Então: Pablo, que voltaria a ser atacante, voltou para a ala direita; o botinudo Gabriel Marques, que é um péssimo lateral, foi para a zaga; Heracles, que é ala esquerdo, foi jogar no meio. Se Stanislaw Ponte Preta se descuidar, e lá de cima ver o Atlético jogar, vai ganhar inspiração para fazer a versão futebolística do seu “Samba do Crioulo Doido”.

Mas uma virtude ninguém pode negar ao time de Carrasco: quando lhe falta virtude, usa como causa o erro grosseiro do adversário. Foram assim que saíram os gols de Edigar Junio e Zezinho.

Foi um horror o jogo em Toledo.

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