Curare

1º Se a eleição para presidente do Atlético fosse hoje, com Petraglia candidato, os votos seriam assim distribuídos: Petraglia 36%, Gaede 32%, Paulo Rink 26% e Nadim 6%. Com Salim Emed candidato apoiado por Petraglia, Gaede passa para 40% e ganha a eleição. Dito de outra forma: se a eleição fosse hoje, qualquer candidato do CAPGIGANTE que não fosse Petraglia perderia a eleição. Esse é o resultado de uma pesquisa bancada para um grupo de atleticanos. Mas, ocorre que a eleição não será hoje.

Aliás, Paulo Rink definitivamente está querendo sair candidato. Compõe com o grupo de Gaede, desde que ele seja o presidente do Conselho Administrativo.

2º O presidente Bacellar está certo: os jogadores que foram para a balada não devem ser punidos. Foi num domingo de folga, em período de recesso do campeonato, e não comprometeram o trabalho de segunda-feira. O que a diretoria do Coritiba deveria é censurar publicamente o conselheiro e vice-licenciado André Macias por ter convidado e levado os jogadores para a noitada da Praça da Espanha.

3º Do caso do ofício do Estado enviado ao Munícipio de Curitiba concordando com a divisão em partes com o valor real gasto na obra da Baixada, há tempo estou perguntando: Beto Richa e Eduardo Sciarra seriam tão ingênuos de mandar o ofício sem um motivo? Procurei e descobri a verdade: em uma reunião no escritório do doutor Luiz Fernando Pereira, advogado do Atlético, Mário Celso Petraglia convenceu Ricardo MacDonald, secretário do prefeito Gustavo Fruet, que essa era a medida justa. Então, MacDonald – confiando no seu prestigio perante o prefeito – disse: “Mandem o ofício que eu resolvo com o Fruet”. O ofício foi redigido pelo doutor Samuel Ieger Suss, diretor da Paraná Fomento, assinado por Sciarra e entregue diretamente nas mãos de MacDonald. Imediatamente depois, o fato de forma proposital foi vazado para a imprensa para constranger o prefeito, que não sabia de nada.

O caso me lembra do árbitro que foi vendido para resolver um jogo sem saber de nada.

De primeira

Curare significa veneno. Era o nome de uma coluna do saudoso jornalista Albenir Amatuzzi.

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