No Atlético, o insubstituível nasceu morto, disse certa vez o saudoso Rubens Passerino Moura, seu presidente em 1970. Mas no futebol há certas situações em que a mudança cria insegurança. Por ela, já se viu projetos mutilados.
A Universidade Católica e o Colo-Colo, do Chile, estão interessados em Juan Ramon Carrasco, técnico do Atlético e responsável direto pela conquista do turno do Estadual. Carrasco é um treinador de futebol, que sem um histórico de grandes conquistas, é mais lembrado como o craque que foi. Sem ele, o Atlético teria que se virar, pois estava obrigado a fazê-lo.
Ocorre que Carrasco veio e, diferente dos treinadores brasileiros, não pediu tempo para mostrar trabalho. De uma colcha de retalhos, fez um time. Imprimiu-lhe um sistema tático ofensivo, que surpreendeu por ser contrário aos nossos costumes atuais. E o fez jogar. E o fez ganhar.
Carrasco não é insubstituível. Mas a sua saída agora seria um desastre, pois finalizaria a causa principal desse bom início do Furacão. A relação contratual com o Atlético é frágil. É mais ambientada no risco para uma conversa futura. E todo o profissional, nessa situação, por mais que queira disfarçar, se sente inseguro. Resta saber se Petraglia entende que só ele é insubstituível.
Legislação
Não entendo a Associação de Cronistas Esportivos do Paraná. Por que ela permite que os clubes expeçam autorização para trabalhar nos jogos, quando a Lei Pelé dispõe que essa legitimidade é única das associações de classe? No máximo, o que os clubes podem solicitar aos veículos de comunicação é o nome dos profissionais escalados para o evento. E não poderia ser diferente, pois como está a imprensa tornou-se refém dos clubes