Critério

Qual o critério que o Atlético está adotando para formar “um grande time”? Respondo: com Enderson Moreira indicando jogador e Paulo Carneiro já querendo dizer para o que veio, o critério é contratar pelo valor do negócio e não pela capacidade técnica.

Os erros de gerenciamento de futebol, que aliás eram previsíveis por terem as digitais de Márcio Lara, tornaram o Furacão refém do mercado. Há 35 dias de começar o Brasileiro, tem que começar do zero e o mundo já está sabendo desse fato. Ir ao mercado no desespero aumenta o risco do erro, principalmente quando se é pobre de ideias. O Atlético não tem ninguém capaz de conciliar a necessidade do time com o esgotamento financeiro, a que foi levado pela administração irresponsável da atual diretoria.

O dirigente capaz é aquele que adapta a realidade financeira do clube com a obrigação de retribuir a paixão da torcida com um grande time. E nem precisa ir ao passado remoto de 2001, que isso é possível dentro do Atlético. Basta ir ao passado de 2013 que pertence à atual administração. Porque tinha Antonio Lopes no comando do futebol, formou um time barato e absolutamente capaz de competir pelo título do Brasileiro, decidir a Copa do Brasil e ir para a Libertadores.

Concordo com Petraglia: o Furacão não pode ser refém do mercado e contratar pelo critério do valor do salário. Isso favorece as duas pontas do negócio, em que uma delas pode não ser necessariamente o clube. O critério tem que ser racional. Mas aí é que surge o grande problema: para ser racional é preciso ser capaz e sensível. Com Paulo Carneiro, Márcio Lara e Enderson Moreira o racional é contratar, independente de custo.

Petraglia está numa roda sem saber sair do lugar.

Rodada

O futebol tem lógica, é a máxima. E, por isso só um fato inesperado pode impedir o Coritiba de seguir em frente no campeonato na disputa com o Cascavel. A lógica torna tudo previsível e, às vezes, esvazia o próprio fato jornalístico, no caso o jogo do Couto Pereira.

Bem por isso, o jogo mais atraente desta noite é o de Ponta Grossa, entre Operário e Paraná Clube. Para a sorte do Tricolor o futebol, às vezes, não tem lógica.

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