Nesses dias, o Vasco não é um time qualquer. Há tempo na lanterna, é o pior o campeonato. Ainda, só não foi rebaixado, porque a matemática é uma ciência tão poderosa, que às vezes tem a capacidade de vender ilusões. Pois foi contra esse Vasco que o Atlético fez a sua pior partida nesse campeonato, perdendo-a: 2×0.
Não sei explicar a razão do Furacão de não ter jogado no Maracanã. Dificil de decifrá-lo, a única certeza é a de que tem uma genética pouco confiável. Ajuda a entender esse seu caráter o seu técnico Milton Mendes: é escancarada a sua dificuldade de dar soluções táticas quando o time precisa virar o placar de um jogo. Descamba a colocar atacante, como se o segredo para atacar fosse número de atacantes.
Mal escalado com Vilches na zaga e Jadson no meio, o Furacão foi um time desenganado desde o início. Relaxado na cobertura dos lados, permitiu que logo de cara o Vasco marcasse o primeiro gol com Júlio Cesar. Sem nenhum esquema tático para reagir, sem nenhum espirito de sacrificio para superar as suas deficiências, terminou o primeiro tempo e começou o segundo em estado de tédio. Veio o segundo gol de um pênalti de Kadu, seguido do jogo louco com Marcos Guilherme de lateral, e com o equívoco de inchar o time de atacantes como se atacar fosse dependente da quantidade. Terminou o jogo em estado de melancolia.
O Furacão entrou em crise existencial.
Por ser véspera de Atletiba?
Forma
O Coritiba está com todo o jeito de time rebaixado. Em casa, quando precisa ganhar, joga mais que o adversário, toma o gol em uma bola já dominada, e ainda tem que absorver sem reclamar um pênalti não marcado a seu favor.
No Couto Pereira, os coxas jogaram mais que o Inter, mas o limitado Cáceres entregou uma bola já sob seu domínio para Valdívia e Vitinho em espaço aberto. E o empate que poderia vir de pênalti ficou na frustração do desprezo do árbitro na falta de Rafael Moura em Kleber dentro da área. Inter 1×0.
O erro do árbitro que influiu no resultado favoreceu o treinador Ney Franco. Na análise do jogo, poucos fizeram prevalecer os seus erros. O sistema de três zagueiros, quando era utilizado, tinha o objetivo de tornar o time ofensivo. Pois foi o esquema de Ney que confundiu Cáceres e pegou a zaga batida no gol do Inter.
