No futebol, quando antecede ao fato, a versão torna-se mais forte e prevalece. É que futebol não tem paciência de esperar.

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Se Mário Celso Petraglia não fosse arrogante, e atendesse a Folha de S. Paulo para explicar que o dinheiro que saiu da conta da CAP S/A para o Vitória era originário de um empréstimo do Atlético para a construção da obra (o que é verdade) não iria prevalecer a versão de que o clube comprou jogador com dinheiro público.

Mas ocorre que Mário Celso Petraglia é arrogante. Por ser assim, acha que pode tudo, que pode privilegiar interesses, movimentar aleatoriamente contas de propósito específico que recebe dinheiro público, que pode fazer tudo, porque não lhe acontece nada. E por ser assim, com falsa consciência que sempre prevalece a sua versão, não atendeu a Folha de S. Paulo e deu no que deu: prevaleceu a versão de que o Atlético fez negócio com o Vitória com dinheiro público.

A nota oficial do Atlético não desmente o fato principal, que é a movimentação do dinheiro cuja natureza depende da boa vontade de quem vê. A prova contábil para o público se torna irrelevante. Um fato que carrega só verdade, às vezes, torna-se duvidoso. Não basta ele existir. É preciso saber do seu criador.

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Mas Petraglia não foi só arrogante. Foi incompetente ao praticar um erro administrativo imperdoável por transferir dinheiro do Atlético pela conta de uma empresa, também, de interesse público. É o caso que a incompetência se origina da arrogância. Copiando Woody Allen em “Crimes e Pecados”, um pecado leva a outro. Mas a crítica por erro pessoal e administrativo não se limita a Mário Celso Petraglia. Que auditoria essa da Fomento Paraná, incapaz de acusar o erro grosseiro como esse? E se acusou, sonegou do público.

Por essas e outras que Petraglia está exigindo que se empurre o mandato atual por mais um ano. Não necessariamente que seja o seu.

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E a verdade definitiva está com Petraglia. Ele acha que pode fazer de tudo que nada acontece. E nada acontece, mesmo.

Descoberta

Já há entre os coxas interesse em saber quem foi o autor da ideia em usar os jogadores para atacar o presidente Vilson Ribeiro de Andrade.

Há dois dedos apontados para um político.