Veja os jornais de fora. Procure uma única notícia que destaque o Paraná. Não existe uma única linha que o destaque. Nem uma linha para despertar a curiosidade de como ele chegou a esses números no campeonato.
Sejamos sinceros. Nós (você e eu) não acreditávamos em quem uma semana antes de começar o campeonato, não tinha onze para colocar em campo. No jogo de previsões, o Paraná era aposta certa: jogaria para não cair. E se hoje acreditamos ter sido equívoco, ainda não sabemos oferecer as razões de estrondosos números.
Bem pensado, todos (você, os outros e eu) continuam não acreditando no Paraná. É um equívoco ainda maior por uma razão que no futebol não é simples para ser materializada: os números conquistados pelo Paraná, não são aleatórios. Está em terceiro porque está jogando bem. Pelas circunstâncias pretéritas, às vezes, muito bem como o jogo contra o Botafogo.
E vejam que não é fácil. Um time sem estrela e sem estrelismo, carente de afago financeiro e popular, tendo que jogar bem no pior gramado do futebol brasileiro, o do Pinheirão.
O Paraná que não se humilhe com tamanho desprezo. Às vezes não ter a crença dos outros pode ser um bom negócio.
Mudanças
Fazia um bom tempo que não via o Atlético jogar.
Dois jogadores me chamaram a atenção: o zagueiro Paulo André e o avante Finazzi. Paulo André é brilhante: antecipa, cobre, corta e sabe sair jogando. Desde que Gustavo foi embora, o Atlético não tinha um zagueiro como Paulo André. Embora de características diferentes, pode fazer história como Gustavo.
Finazzi é fraco. É um atacante cujo único recurso, está no erro do adversário, da bola de rebote ou de uma sobra inesperada. Com a futura volta de Dagoberto, Dênis Marques e Aloísio, nem no banco ficará. O menino Ricardinho, mesmo com dezessete anos, seria bem melhor.