Coxas

1ª Perguntaram-me qual a razão de não ter escrito sobre o jogo da despedida de Alex. Leiam outra vez “A cerimônia do adeus”. Escrevi lá que Alex se despediu todos os dias nos últimos dois anos. Não tinha mais o que escrever. E, também, porque eu não gosto de escrever sobre o adeus, em especial, nesses tempos de miséria técnica, de um craque para quem a bola sempre teve uma importância absoluta. Mas, não escrevi também porque fiquei comovido com o espetacular jogo dos meninos do Furacão, no Parque Antártica.  á sentimentos insuperáveis.

Mas na próxima coluna, a despedida de Alex,  sem ser tema,  será a referência.
2ª Cai na minha caixa de e-mail a informação de que na próxima quinta-feira Alex assumirá formalmente uma posição para as eleições do Coritiba. Irá confirmar a sua adesão à chapa da oposição, de Rogério Bacellar e Ricardo Guerra. Repito o que escrevi: com suas obrigações profissionais cumpridas, Alex tem o direito de ser apenas coxa. E, como coxa, assumir a posição que lhe faz bem.

Se Alex assumir mesmo uma posição pública nas eleições, vai se provocar uma antiga questão: até onde vai a influência de quem já foi ídolo? Uso o verbo no passado em razão de que no Brasil, o ídolo que exerce influência é aquele que joga e não aquele que jogou e que ficou na história. Isso se fica na história, porque às vezes, o próprio clube tem o propósito de apagá-la, como há quem queira apagar o grande Sicupira, no Atlético. O candidato de Zico muitas vezes perdeu a eleição no Flamengo.

3ª Independente do resultado das eleições, Claudio Marques, um dos maiores craques da história do Coritiba, poderá voltar a trabalhar na categoria de base. Da última vez que lá esteve, na administração de Giovani Gionédis, o Coritiba revelou Rafinha (lateral-direito) Miranda, Henrique, Ricardinho (lateral-esquerdo), Douglão, Marlos, Pedro Ken, Dirceu e Keirrison.

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