Costume

Para o jornalista esportivo, ver um jogo para depois analisá-lo às vezes deixa de ser um prazer para se tornar uma obrigação. Senti esse estado vendo Coritiba 0x0 Botafogo, no Couto Pereira. Do início ao fim, o prazer se tornou uma extravagância, e a obrigação um consolo. Mas foi tão ruim que um pouco mais dos 95 minutos causaria um trauma. Sem nenhuma qualidade individual, Coritiba e Botafogo jogaram 95 minutos, poderiam jogar outro tanto, que o jogo continuaria zero a zero.

O Coritiba jogou com a sua pior versão neste campeonato. Porque precisando ganhar, quis ser ofensivo com três atacantes: Leandro, Kazim e Kléber. Seria até razoável se entre os três não tivesse Leandro, que por natureza é fraco, e Kazim, que às vezes é meio atrapalhado nas conclusões. Resultado: dos três, restou Kléber, que por não ter apoio do meio e nem do lado, obrigou-se a recuar. E, assim, o que time que foi escalado com três atacantes, terminou sem nenhum. E, assim, o Coritiba passará mais uma semana próximo do grupo que seria rebaixado. O mais grave é que virou costume.

Mineirão

Uma semana, em jogos intermediários, é quase uma eternidade para treinar no futebol brasileiro. Foi exatamente esse tempo que o Atlético teve para se preparar para o jogo de hoje à noite, no Mineirão, contra o Cruzeiro. Está aí uma oportunidade para o Furacão ganhar fora da Baixada: joga em um estádio que pelo tamanho diminui a influência da arquibancada, e contra um time, que pelos números, lhe é inferior.

Presumo que Autuori irá manter a coerência que tem. Se em regra faz o rodizio, correndo riscos com Marcos Guilherme, Giovanny, Marcão e outras “promessas”, o tempo que teve obriga-o a escalar o melhor time que tem Otávio, Hernani, Vinicius e Walter, com André de referência no ataque. Pelas características do campo do Mineirão, deve jogar quem tem mais o controle de bola. E ai não se compara André Lima, unicamente estático, com Walter.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google