Correção

Na Baixada, Atlético 2 x 2 Vasco da Gama.

O empate no final (Baier, de pênalti) corrigiu a injustiça que seria a derrota, já sentida àquela altura do jogo. Se comprometeu a classificação para a semifinal da Copa do Brasil, ficou a lição que todos já aprenderam: é impossível pensar em vitória como rotina, obrigando-se a ter Guerrón como único atacante e finalizador das poucas bolas que chegam. De três chances de gol, ele perde três, só marcando quando não se prevê. Com Lucas não é possível contar, insistir com ele é perder tempo. O segundo tempo do Furacão foi bom porque Adilson tomou consciência para corrigir seu próprio erro, substituindo o futebol negativo de Robston por Branquinho. Não discuto o critério que escala três volantes, mas é um excesso usá-lo quando há falta de qualidade.

Prova

Não é fácil a vida do futebol de nós mortais. Veja só o caso do Coritiba. Desde o começo do ano, só fez foi ganhar. Ganhou tanto, que bateu a marca nacional de vinte e duas partidas invictas, além de ter ganhado o título estadual invicto. Isso sem contar que, até agora, na Copa do Brasil, só ganhou.

No entanto, está sendo provocado para provar a sua qualidade nesta fase contra o Palmeiras, como se uma derrota contra o poderoso adversário não estivesse no limite da lógica do futebol. A sua própria gente – e aí, incluam-se os jogadores – tem o inconsciente a provocar a si próprio, como se, também, para ela fosse necessário provar as razões da invencibilidade.

Esses desafios do inconsciente podem ser um elemento fundamental para a vitória; mas podem também reduzir a carga de orgulho próprio, e remeter para a derrota.

De primeira

Amanhã escrevo sobre o julgamento do “caso Rio Branco”. Há salvação.

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