Bem estragado de corpo, o Atlético precisa usar a alma para manter-se entre os líderes. O jogo em Florianópolis já seria de dificuldades, porque lá o Figueirense deixa de ser um time comum como é fora. Sem Marinho, Fabiano, Jádson e Washington, é obrigado a improvisar para repor, o Atlético aumenta por si próprio esse grau de dificuldade.
A ausência de Fabiano duplica os desfalques. Quando joga, o Atlético é um, excepcional não só em razão das suas qualidades, como da personalidade para o comando; quando não joga, é outro, irregular, porque perde o equilíbrio tático e torna-se ingênuo. Por isso, se conseguir arrumar um jeito de diminuir o gravame desta ausência, o Atlético ganha um pouco de corpo. Com a alma que tem, é natural ganhar o jogo.
Fracasso
Quando ganhou o terceiro Roland Garros, Guga chegou a ser comparado a um ídolo como Ayrton Senna. Foi um equívoco de entusiasmo ou proposital do tímido circo do tênis?
Pouco tempo bastou para provar que Guga sempre esteve longe da idolatria que Senna provocava no torcedor brasileiro. Entre tantas diferenças entre um e outro, estava a responsabilidade profissional.
Ayrton Senna morreu vencendo. Guga na plenitude da sua juventude vulgarizou-se em Atenas. Dizem que perdeu para um chileno. Já acho que perdeu para o vento que soprava na quadra.
Há quem poupe Guga e perdoe os seus erros pela cirurgia no quadril. Consta que foi bem feita, o tenista é que não se recuperou por sua tolerância com as exigências profissionais.
Então vamos esquecer Guga em relação a Senna. Vamos compará-lo a um outro ídolo esportivo contemporâneo: Ronaldo “Fenômeno”. Ninguém teve mais dor do que Ronaldo. Seu joelho foi maltratado, costurado e operado. Dado como acabado, buscou no sacrifício da dor o caminho da volta. O quadril de Guga não deve ter doído tanto como o joelho de Ronaldo.
Por ter força interior, Ronaldo continua ídolo.