Entre os sentimentos que não envelhecem, está o do amor pelo clube do coração. Sabe que a sua origem está no ideal. Mas não se explica a sua intensidade que faz enfrentar o tempo e derrotá-lo. Não há nenhum momento em que ele se torna tão nobre e tão puro, quando provocado em época de derrotas. Teimando em não ir embora, coloca-nos sob o seu domínio. Invencível, renova-se e fica.

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Foi esse sentimento que fez o jornalista Sérgio Brandão, escrever “Coritiba, futebol, paixões e história(s)!”. Em uma narração leve e didática, às vezes, romanceada, próprio de quem não esconde os seus valores, conta a sua história de jornalista e, a partir dela, a história do Coritiba, seus ídolos e seus dirigentes. Mas, não afastando-se da sua formação acadêmica de jornalista, introduz no texto um sentido crítico, pouco comum em um livro de história.

Uma bela obra que, no final, irá fazer os coxas pensarem sobre algumas verdades. Vai além: nesses momentos difíceis devolvendo a esperança para a grande torcida, Sérgio mostra que o futuro do Coritiba está no passado.

O lançamento do livro será na próxima quinta-feira, dia 25, das 18h às 21h, no Centro de Estudos Bandeirantes, que fica na Rua XV de Novembro, 1050, entre as ruas Mariano Torres e Tibagi.

Presente de grego

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Não há nenhum clube no futebol brasileiro que não passe o constrangimento da penhora em seus bens e ativos. A notícia é de rotina, portanto. O Coritiba terá leiloado pela Justiça do Trabalho um “número de cadeiras” do Couto Pereira para pagar parte do que deve para o ex-jogador Deivid. O que o Coritiba não poderia é permitir que o fato se transformasse em notícia. É humilhante.

E a imprensa deveria explicar melhor. Concordo que na formação acadêmica, o jornalista não recebe lições de Direito. Mas ao noticiar um fato extraído de um processo judicial, é preciso tomar a cautela de explicar o seu significado para o leitor. O que será leiloado não são as cadeiras, como um bem móvel, mas o seu direito de uso. E quem arrematar terá que pagar uma mensalidade relativa à associação ao clube para ver o time de Argel jogar.

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Um presente de grego, sem dúvida.