Coritiba e a velha máquina de calcular; e o Morisco?

Goleiro Pedro Morisco. Foto: Divulgação / Coritiba

Os coxas até que estavam indo bem no campeonato. Com o seu jogo de resultado cuja referência para o ganho é o erro adversário, chegaram a criar a ilusão de jogar um torneio continental em 2027. Mas, de repente, desandou a perder e até a ser goleado.

O resultado, é que voltou a ter a companhia desagradável de uma velha conhecida: a máquina de calcular que há tempo é usada para fazer cálculos para subir ou não ser rebaixado.

Há uma certa apreensão entre os coxas.

E com razão. É que a impressão, já próxima da certeza, é a de que o Coritiba voltou ao seu natural, isto é, a de não tratar algumas vitórias que conseguiu, como regra.

Analiso a situação das coxas não pelos números, porque a diferença para o Internacional, o primeiro da zona de rebaixamento, é de 7 pontos. Entre assustados, é uma diferença até saudável.

A questão é mais grave: há, ainda, o que tirar do atual elenco do Coritiba? Os coxas de bom senso devem concordar de que o treinador Fernando Seabra, em razão da sua capacidade, conseguiu extrair da maioria dos jogadores virtudes improváveis, e que por serem dessa natureza, foram temporárias. Como se pode extrair virtudes de quem não as tem?

A impressão é que só Josué, Jacy e o extraordinário goleiro Pedro Morisco têm ainda muita coisa para dar. De resto, só o suor que não basta para ganhar jogo.  

O Coritiba está nas mãos de Seabra e da torcida contra Grêmio e Vitória.

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A QUESTÃO SILENCIOSA DE PEDRO MORISCO

O contrato de Pedro Morisco, goleiro certo na lista de Carlo Ancelotti, termina em dezembro de 2027. Embora o craque possa assinar um pré contrato em julho de 2027, até agora o Coritiba não tratou da sua prorrogação.

O Coxa corre riscos. É que o empresário de Morisco é André Cury, uma velha cobra do mercado, já deixou o clube com o pincel na mão. Cury “cozinhou” o Coritiba e fez Keirrison, o artilheiro da época (2008), foi de graça para o Palmeiras. De lá, vendido para o Barcelona por 14 milhões de dólares, uma fortuna na época.

Cury sempre tem um argumento: a lei. 

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